28 de outubro de 2009

Carta I – A desilusão que bateu à minha porta e eu gentilmente a deixei entrar e sentar.

Foi ontem, a tontura me deixava lerdo e sem chão. Era algo muito profundo e dolorido, não me sentia em mim, era como se minha alma tivesse me abandonado e nem deixado um recado. Estava vazio. Simplesmente isso.

Coisas como essas andam acontecendo comigo, ontem quando eu saí, era como se eu estivesse em um mundo paralelo ao meu, o céu estava à altura dos meus sentimentos: cinza, fechado e prestes a chover forte. Andava, observava e analisava pessoas felizes com seus sorrisos amarelados do contato dos dentes com o ar corrosivo, um ar tão carregado de falsidade e futilidade e que as pessoas confundem com alegria e amizade. Fazer o que? Sei que não agüentei ver isso. Passava. Via todos sorrindo, namorando, dirigindo, telefonando, trabalhando, bebendo, outros solitários, meninas que vinham, garotos que iam e eu. Eu sozinho e frustrado de ver que esse mundo não é o meu. Como eu gostaria que uma nave me raptasse e me levasse para meu lugar. Meu lugar, onde meus iguais me esperam.

Enquanto isso,me desgasto e me deprimo.



por um grande amigo e grande escritor - luiz victor
09.08.09

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